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Doenças e condições

Pré-diabetes: o que é, sintomas, causas e como evitar a evolução para o diabetes

Publicado em Atualizado em Histórico de revisões
A glicemia capilar serve para monitorização dos níveis de glicose no sangue

Pré-diabetes: o que é, sintomas, causas e como evitar a evolução para o diabetes

O pré-diabetes é uma condição em que os níveis de glicose no sangue estão acima do considerado normal, mas ainda não atingem os valores utilizados para o diagnóstico de diabetes. Embora muitas pessoas não apresentem sintomas, o pré-diabetes merece atenção porque está associado a um maior risco de desenvolvimento do diabetes tipo 2 e de outras complicações relacionadas à saúde cardiovascular.
A identificação precoce permite adotar medidas para controlar a glicemia e reduzir o risco de progressão da doença. Por isso, exames de rotina e acompanhamento médico são importantes, especialmente para pessoas que apresentam fatores de risco.

O que é pré-diabetes?

O pré-diabetes ocorre quando o organismo começa a apresentar dificuldade para manter a glicose sanguínea dentro dos níveis adequados. Uma das principais alterações envolvidas é a resistência à insulina, situação em que as células respondem menos à ação desse hormônio.
A insulina é produzida pelo pâncreas e ajuda a glicose presente no sangue a entrar nas células, onde pode ser utilizada como fonte de energia. Quando a ação da insulina é insuficiente ou reduzida, a concentração de glicose no sangue pode aumentar.
O pré-diabetes não significa necessariamente que a pessoa desenvolverá diabetes. Entretanto, sem acompanhamento e mudanças adequadas no estilo de vida, existe maior possibilidade de evolução para diabetes tipo 2.

Quais são os sintomas do pré-diabetes?

Na maioria dos casos, o pré-diabetes não provoca sintomas específicos. A pessoa pode apresentar alterações na glicemia durante meses ou anos sem perceber qualquer mudança significativa.
Quando os níveis de glicose aumentam mais, podem surgir sintomas semelhantes aos observados no diabetes, como:
  • Aumento da sede;
  • Aumento da frequência urinária;
  • Cansaço;
  • Visão turva;
  • Aumento da fome;
  • Perda de peso sem causa aparente.
A presença desses sintomas não é suficiente para confirmar o diagnóstico, pois eles podem ocorrer em diferentes condições. A avaliação médica e os exames laboratoriais são necessários.

O que pode aumentar o risco de pré-diabetes?

Diversos fatores podem contribuir para o desenvolvimento do pré-diabetes. Entre eles estão:
  • Histórico familiar de diabetes tipo 2;
  • Sedentarismo;
  • Alimentação inadequada;
A
Açucar é um grande vilão se utilizado de maneira inadequada
  • Excesso de peso;
  • Idade mais avançada;
  • Pressão arterial elevada;
  • Alterações nos níveis de colesterol e triglicerídeos;
  • Histórico de diabetes gestacional.
A presença de um ou mais fatores de risco não significa que a pessoa necessariamente desenvolverá pré-diabetes, mas pode justificar uma avaliação mais cuidadosa.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é realizado por meio de exames que avaliam a quantidade de glicose no sangue.
Entre os exames utilizados estão:
  • Glicemia de jejum;
  • Hemoglobina glicada (HbA1c);
  • Teste oral de tolerância à glicose.
Para adultos não gestantes, os valores utilizados para identificar o pré-diabetes incluem:
  • Glicemia de jejum: entre 100 e 125 mg/dL;
  • Hemoglobina glicada (HbA1c): entre 5,7% e 6,4%;
  • Teste oral de tolerância à glicose (TOTG): glicemia entre 140 e 199 mg/dL duas horas após a ingestão de 75 g de glicose.
Valores iguais ou superiores aos utilizados para o diagnóstico de diabetes devem ser avaliados por um profissional de saúde e, quando necessário, confirmados conforme os critérios diagnósticos adotados.

O que fazer após o diagnóstico?

A identificação do pré-diabetes é uma oportunidade para reduzir o risco de progressão para o diabetes tipo 2.
Algumas medidas podem ajudar no controle da glicemia, como:
  • Praticar atividade física regularmente;
  • Manter uma alimentação equilibrada;
  • Evitar o consumo excessivo de alimentos ricos em açúcares adicionados e ultraprocessados;
  • Manter acompanhamento médico;
  • Realizar os exames recomendados;
  • Seguir as orientações individualizadas de profissionais de saúde.
Em alguns casos, o médico pode considerar o uso de medicamentos, especialmente quando existem fatores de risco adicionais.

Quando procurar atendimento médico?

É importante procurar avaliação médica quando exames de rotina apresentarem alterações na glicemia ou quando houver sintomas sugestivos de alterações importantes da glicose.
Pessoas com fatores de risco para diabetes também podem se beneficiar de avaliações periódicas, mesmo quando não apresentam sintomas.
O pré-diabetes muitas vezes não causa sinais perceptíveis. Por isso, o acompanhamento preventivo é uma das principais formas de identificar a alteração precocemente e tomar medidas para reduzir o risco de evolução.

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As informações publicadas neste site têm caráter exclusivamente informativo e educativo. Elas não substituem a consulta, o diagnóstico nem o tratamento realizados por profissionais de saúde habilitados. Em caso de dúvida sobre sua saúde, procure um profissional.

Publicado em 10 de setembro de 2026. Última atualização em 10 de setembro de 2026.